O Mercado da Beleza

A indústria da beleza vive uma revolução constante. A todo momento são lançados produtos e tratamentos cada vez mais modernos, fazendo deste setor o terceiro na economia mundial e o segundo no Brasil a criar mais empregos diretos e indiretos. E a indústria só faz crescer. Nos últimos anos, o setor apresentou um aumento bem acima da média do restante da indústria: 10,6% de crescimento médio contra 3% do PIB total e 2,9% da Indústria Geral, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos.

Com uma participação de 8,6%, o Brasil ocupa o terceiro lugar do mercado mundial, atrás apenas de EUA (15,6%) e Japão (10,1%). Aqui, o setor alcançou em 2010 faturamento de R$ 27,3 bilhões contra R$ 24,9 bilhões em 2009; R$ 21,7 bilhões em 2008 e R$ 19,6 bilhões em 2007.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o desenvolvimento da indústria, a participação crescente da mulher no mercado de trabalho e a utilização de tecnologia de ponta, com o consequente aumento da produtividade, fizeram o mercado de beleza alcançar faturamento recorde em 2010 com projeção de faturamento acima dos R$ 30,0 bilhões para 2011.

Uma das razões para a expansão do setor, além da modernização do parque industrial, do investimento em marketing e da inovação tecnológica das indústrias, é a democratização do consumo e do maior acesso a produtos pelas classes D e E.

A ascensão de uma nova classe média no Brasil vem ajudando a criar um “boom” no mercado de cosméticos no país. Muitos vêm se tornando novos consumidores, com os 20 milhões de pessoas que deixaram a pobreza nos últimos seis anos.

Já as oportunidades de trabalho criadas pelos salões de beleza cresceram 278,9% em 16 anos (de 1994 a 2010). Dados obtidos junto ao mercado e a sindicatos de trabalhadores revelam que, em 2010, foram contabilizadas 4,28 milhões de oportunidades de emprego nas áreas de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Número que representa uma expansão média anual de 9,3% em relação ao ano anterior. A estimativa de crescimento, dizem especialistas, é ainda maior para os próximos anos.